Quinta-feira, Junho 20, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor da Quinta das Conchas, Lisboa
   

 Eu ainda sou do tempo

Em que Cavaco se interrogava sobre de onde viria o dinheiro que Portugal conseguia enquanto a direita se divertia com a aproximação do governo português à Venezuela. Agora tudo mudou, Portas e Passos dão o rabinho e cinco tostões por mais um negócio com o governo venezuelano e Cavaco não está muito preocupado em saber se o dinheiro vem dos actuais patrões do catedrático a tempo parcial % Eduardo Catroga, patrões muito generosos pois pagam-lhe 50 mil pra apouco mais do que umas entrevistas a falar bem do governo.
   
     
 Isto no ensino vai acabar mal
   
«Depois da greve em dia de exames, os professores voltaram ontem a aderir à greve às reuniões de avaliação, organizando-se de modo a faltar apenas um docente por reunião, o suficiente para forçar o adiamento. A Fenprof garante que a percentagem de reuniões canceladas se manteve na ordem dos 95 por cento. O Ministério da Educação e Ciência não revelou números.
  
As notas internas têm de estar lançadas até 10 de julho, data da publicação dos resultados dos exames, mas o calendário começa a apertar e as candidaturas ao ensino superior correm o risco de já não arrancar na data prevista: 17 de julho. A greve às avaliações, iniciada dia 7, prossegue até sexta-feira, dia em que a Fenprof e outros sete sindicatos decidem se a prolongam por mais uma semana, de dias 24 a 28. Depois, sobram só oito dias úteis para realizar as reuniões até dia 10.» [CM]
   
Parecer:
 
Crato ainda não percebeu que sem os professores o seu governo não teria sido eleito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar na primeira fila para ver a queda de Nuno Crato.»
      
 O que dirá o Bernardino e o Jerónimo disto?
   
«O líder norte-coreano, Kim Jong-un, ofereceu a altos responsáveis do regime comunista cópias do livro ‘Mein Kampf' (‘A Minha Luta', em português), escrito pelo ditador nazi Adolf Hitler, revelou um portal de informação dirigido por desertores norte-coreanos.

Kim Jong-un distribuiu as traduções do manifesto por ocasião do seu aniversário, em janeiro, de acordo com o site New Focus International, encorajando os altos quadros do seu regime a olhar para a obra como um manual sobre liderança.

"Mencionando que Hitler conseguiu reconstruir a Alemanha num curto espaço de tempo após a derrota do país na I Guerra Mundial, Kim Jong-un emitiu uma ordem para se estudar a fundo o III Reich, exigindo que sejam retiradas aplicações práticas" a partir da obra, indicou a fonte cita pelo portal.» [CM]
   
Parecer:
 
Será que o pessoal vai seguir o exemplo e preparar uma edição especial do ‘Mein Kampf'  para distribuir na próxima Festa do Avante?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos admiradores lusos da Coreia do Norte.»
   
 Inédito
   
«O Ministério da Educação e Ciência decidiu antecipar para dia 26 as provas finais de Matemática de 6.º e 9.º anos, previstas para 27, dia de greve geral, foi hoje anunciado em comunicado.

"Tendo em vista o prejuízo que a Greve Geral marcada para esse dia poderia acarretar, as provas realizar-se-ão no dia 26 de Junho, no mesmo horário em que se realizariam no dia 27", explica o Ministério em comunicado, citado pela agência Lusa.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Deve ser a primeira vez em que um exame é antecipado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo desastre.»
   
 Nova moda nos casamentos
   
«Está a surgir uma nova tendência no mundo dos casamentos: a ‘boudoir’. A iniciativa consiste em a noiva posar nua ou seminua e em grupo para sessões fotográficas e está a ganhar cada vez mais adeptas.

A ideia surgiu a partir das clássicas sessões fotográficas que as noivas faziam para oferecer como recordação aos futuros maridos. Como se sentiam nervosas perguntam se podiam trazer uma amiga. “Então pensámos. E se fosse um grupo inteiro?”, contou a fotógrafa Catherine Leonard ao New York Post.

“As noivas costumam trazer vinho e comida e transformam a sessão numa verdadeira celebração”, acrescentou a fotógrafa. Da clássica sessão de fotos, até começarem a tirar mais peças de roupa, foi uma questão de tempo. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Se o Gaspar continuar no governo um dia destes deixa de ser moda em Portugal, vais tudo nu parao casamento e depois come-se um pão com manteiga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Começou a campanha das autárquicas
   
«A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou nesta quarta-feira um conjunto de operações, incluindo buscas em edifícios e residências, relacionadas com uma investigação de que está a ser alvo o vice-presidente da Câmara de Portimão, o socialista Luís Carito, e outros autarcas locais.

A polícia encontra-se neste momento na sede do município e, segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, já terá estado esta manhã na residência de Luís Carito, que é também presidente da comissão concelhia do Partido Socialista de Portimão.» [Público]
   
Parecer:
 
Um dias destes poupam-nos os votos, o MP e as polícias decidem quem devem ser os autarcas e a partir daí poupam no trabalho que habitualmente só se faz a meses das eleições.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Coisas que acontecem cá fora
   
«Os estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana foram condenados nesta quarta-feira pelo tribunal de Milão a uma pena de um ano e oito meses de prisão por fraude fiscal, noticia a imprensa italiana.

A acusação tinha pedido no final de Mais dois anos e seis meses de prisão no julgamento em primeira instância. Os advogados de defesa já anunciaram que irão recorrer, o que suspende a execução da sentença.» [Público]
   
Parecer:
 
Cá teriam direito a uma amnistia ou a uma dessas investigações que se arrastam durante anos e que depois não dão em nada porque as provas são consideradas nulas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Promulgação na hora
   
«O Presidente da República promulgou esta quarta-feira o diploma que estabelece as regras de pagamento dos subsídios de férias à Administração Pública e aos pensionistas. A promulgação fez-se em tempo recorde, depois de ontem Cavaco Silva ter prometido que daria prioridade a este polémico assunto.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Este presidente é cada vez mais um presidente de iniciativa governamental. Noutros tempos ia para o Algarve com o jipe cheio de diplomas, agora quase nem os lê.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   

   
   
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Quarta-feira, Junho 19, 2013

Jumento do Dia

  
Sôr Álvaro

O Sôr Álvaro é bem a imagem da desorganização que vai num governo onde quem todos falam e só é que manda, o ministro que é da Economia de nome, o verdadeiro ministro tem sido Paulo portas, anda agora a meter-se com o Vítor Gaspar, entretendo-se a prometer descidas de impostos quase todos os dias.
 
A moda começou com o IRS, mas com  o aproximar da declaração da reintrodução da escravatura em Portugal, com a redução dos funcionários públicos a servidores voluntários e gratuitos do Estado, os ministros começam a pensar que saiu a taluda ao governo e que vai haver dinheiro para distribuir, já prometeram uma redução do IRC, agora falam de baixar o IRS e em breve o Portas ou o Álvaro prometem uma descida do IVA.
 
Estão convencidos de que os cortes de vencimentos e os despedimentos em massa no Estado é a árvore das patacas que dá para ganhar o silêncio cobarde do sector privado e ainda sobra o suficiente para ganharem as próximas legislativas. É pena que não percebam que nem todos os cortes são líquidos e que aquilo que a economia vai ganhar de um lado teve de perder primeiro no outro. Muitos dos patrões e empregados do sector privado que festejam esta forma miserável de ganharem algum dinheiro não estarão no activo na hora da desbunda.
 
Muito antes do Sôr Álvaro ter dinheiro para lhes baixar os impostos já foram à falência ou estão no desemprego. Mas parece que nas escolas de economia onde o Sôr Álvaro estudou há mais cadeiras de basquetebol do que de política económica e aqueles que o Álvaro tenta comprar desta forma pouco digna serão os que o farão atirar-se ao Tejo para nadar em fufa para o Canadá.

«Depois de Paulo Portas ter ontem deixado uma porta aberta para uma descida do IRS, o ministro da economia sublinha que esta tem de acontecer "assim que seja possível".

Em declarações aos jornalistas depois de três horas de reunião com os 16 maiores empresários do País, Álvaro Santos Pereira explicou que já defende "há muitos meses que nos próximos anos temos de fazer três grandes coisas ao nível governamental que é cortar na burocracia, cortar nos impostos e cortar nas taxas".» [DN]

Ajustamento, chamam-lhe eles

Os jovens universitários já quase não equacionam a possibilidade de ficarem no país o que significa que o que resta do que no passado de investiu no ensino superior está a ser oferecido à Europa, Brasil e Angola a título gratuito. Em vez de exportar ciência e produtos de alto valor acrescentado, Portugal exporta a sua melhor geração sem qualquer contrapartida, só porque um ministro das Finanças achou que no seu modelo económico e social não há lugar para eles.
 
Enquanto a escola pública é posta a ferro e fogo a universidade pública, que sempre se distinguiu por ser melhor do que a privada, vai sendo destruída lentamente, os investigadores vão desistindo do país, os melhores professores vão deixando de resistir às propostas que lhes chegam de foram. Os nossos melhores quadros perceberam que não vale a pena apostar num país de banqueiros oportunistas, políticos corruptos, e empresários vocacionados para explorar trabalhadores com ordenados miseráveis.
 
Os investidores estrangeiros desconfiam de uma economia gerida de forma pouco transparente, com um ministro dos Negócios Estrangeiros armado uns dias em ministro da Economia e nos outros em ministro da Agricultura, com um Presidente que confunde a agricultura portuguesa com a holandesa, uma política económica feita à base de mentiras e desvios orçamentais. Portugal é um país à beira do colapso social, com um governo e uma presidência incompetentes e a roçar o irresponsável, sem certezas quanto ao futuro do euro ou da presença do país no euro.
 
Os investidores nacionais ou são banqueiros, ou dão emprego aos Catrogas ou são marginais num país onde só a EDP tem direitos adquiridos, onde num dia se compram swaps e no dia seguinte os mesmos que os compraram pagam para ficarem sem elas e despedem os antigos colegas de negócios. A economia assente no proxenetismo colecivo já não se alimenta apena da exploração dos trabalhadores, a crise levou empresas com a banca ou as energéticas a explorarem as PME e todas as empresas que por precisarem de crédito ou serem grandes utilizadoras de energia são vulneráveis à chantagem daqueles sectores oportunista.

Portugal afunda-se, perde os seus melhores quadros, expulsa as gerações jovens, rompe com um contrato social que garantiu décadas de estabilidade e paz, destrói tudo o que se construiu no ensino, nas universidades e na ciência, despreza o progresso assente na investigação para dar prioridade ao trabalho intensivo, desorganiza o Estado jogando fora o investimento de muitos anos.


Tudo porque gente sem qualificações, sem provas dadas, sem grande formação ética aproveitou um momento de fragilidade económica e a falta de estatura de quem em vez de pensar no país estava mais empenhado em pequenas vinganças pessoais. 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flores do Parque Mayer, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Aldeia de Tourém, Barroso [J. Ferreira]
   

 Cavaco vai intervir no caso do subsídio de férias

Se cavaco se certificar de que Gaspar te mesmo intenções de pagar o subsídio de férias e de que há dinheiro para o pagar agora, não vai perder a oportunidade de aparecer como o bonzinho. Não é de excluir a hipótese de estarmos perante uma manobra para apresentar um Cavaco a enfrentar o governo, Cavaco poderia recuperar uma parte da sua imagem à custa de um Gaspar que de tão queimado que está já não passa de cinza política.
  
Só não sugiro uma aposta porque não tenho a certeza de sendo Cavaco um presidente de iniciativa governamental não seja o próprio Gaspar a dar as ordens em Belém. Pelo menos foi o que pareceu com a sua ida a Belém depois do chumbo do OE pelo Tribunal Constitucional. Gaspar abre os olhos, diz que vai fazer queixa ao coxo e o Cavaco assina logo o diploma.

 Destruir a honorabilidade do Estado
 
Depois de destruir a economia Gaspar parece querer destruir o Estado e a sua honorabilidade, é o que resulta deste mega despedimento em que se despede agora e vê-se o que reestruturar depois e da birra do pagamento do subsídio de férias. Os portugueses e os funcionários públicos não podem confiar num Estado que funciona segundo as birras do Gaspar, apenas os banqueiros parecem merecer o respeito do ministro.
 
 Imaginem

Imaginem que um criminoso tinha tempo de tirar o curso de direito e de chegar a juiz. Até se podia dar o caso de quando fosse acusado pudesse ser o juiz do seu próprio julgamento. Na justiça isso talvez seja impossível, mas o mesmo não se pode dizer na política, é mais ou menos o mesmo que está sucedendo no caso dos swap com a secretária de Estado do Tesouro, a governante pode ser culpada ou inocente, mas na verdade está a ser juíza do seu próprio julgamento e a sua primeira decisão foi precisamente considerar-se a si própria inocente.

Isto de ser amiga de Passos Coelho tem as suas vantagens.
 
 Agora já não gozam nem coma Venezuela, nem com o Magalhães
  
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Dantes o pessoal do PSD fartava-se de gozar com o Magalhães e com as relações de Sócrates com a Venezuela. Agora, cheira-lhes a palha e até a algumas comissões em negócios e já são admiradores daquele país. Se calhar foi o académico Maduro a convencê-los a adorar e engraxar o maquinista Maduro.

MAs que dá um grande gozo ver o Portas ou o Passos a dar graxa ao presidente da Venezuela lá isso dá, seria ainda mais divertido se conseguíssemos ler o pensamento do presidente venezuelano quando se encontra com estas prendas.


  
 Fechar os olhos a uma guerra civil
   
«Um proletário do Catujal compra um revólver e diz a um amigo que "ia haver mortes", referindo-se à sua mulher, que fora embora. Sete dias depois ele mata a mulher. Um jornal, que recolhe o testemunho do tal amigo, tem tempo e espaço para falar da depressão do assassino, mas esquece-se de perguntar à testemunha: "E que fez sobre a ameaça? Alertou a polícia?" Claro que o jornalista não perguntou, arriscava-se a ouvir: entre marido e mulher... Um médico que tinha sequestrado a mulher levou-me a tribunal, com esse argumento, por eu ter escrito uma reportagem sobre o seu abuso. Tive sorte, era juíza, e se calhar por ser juíza mandou-me embora, agradecendo. Isso aconteceu dez anos depois de Adélio ter matado Maria, quando ela voltou para casa depois de ter andado com outro. Julgado nas vésperas do 25 de Abril, o juiz-corregedor de Viseu sentenciou Adélio: "(...) Justifica-se a reação do réu contra a mulher adúltera que abandonou o lar." E deu-lhe só dois anos. Estava aquele jornal português sem pôr a pergunta devida ao amigo do assassino, um jornal inglês publicou fotografias de uma celebridade televisiva, Nigella, a ser agarrada pelo pescoço pelo multimilionário do marido, Charles. Foi num restaurante, em Mayfair, cheio de paparazzi. Daí as fotos. Mas um restaurante vazio de gente. Daí ninguém ter acudido. Ele há género humano e ela há género humano. Esta última, rica ou pobre, é como se fosse de segunda. Mas não é. Não é.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.

 Eu fazia greve. Desta vez
   
«A greve é um daqueles instrumentos essenciais ao exercício da Democracia com os quais não me comovo em excesso. Não ponho em causa o uso deste direito, mas ponho em causa o abuso deste direito, sobretudo quando ele é utilizado pelos sindicatos que há muito tomaram de assalto o sistema educativo português. A culpa, claro, não é deles: é de quem permitiu que os líderes sindicais sejam mais ministros da Educação do que os verdadeiros ministros da Educação.

Sucede que, no caso da greve aos exames, que ontem marcou o noticiário do país, os professores não se fizeram de vítimas: fizeram greve porque são vítimas da loucura governamental que ataca tudo o que mexe. Ele é a mobilidade especial; ele é a mobilidade geográfica; ele é o aumento das horas de trabalho; ele é a carga horária; ele é o corte nas remunerações; ele é, enfim, o espetro do desemprego. São variáveis a mais e ao mesmo tempo que, por junto, inviabilizam qualquer clima de estabilidade num sistema que dela precisa como de pão para a boca.

Portanto: ponderados os valores (por um lado, a greve afeta os alunos e as famílias, tornando-os reféns da aselhice alheia; por outro lado, a greve dá força aos sindicatos e retira-a a quem deve comandar o "processo"), no caso parece evidente que, apesar dos danos e transtornos causados aos estudantes, justifica-se a prevalência das razões que assistem aos docentes.

Os números da adesão valem o que valem, na medida em que não existe um sistema rigoroso de aferição e controlo. Os sindicatos atiram sempre para cima, os governos apontam sempre para baixo. O que a meu ver vale são duas coisas essenciais.

Primeiro: não é possível (ou melhor, é muito indesejável) que, num setor tão decisivo para o futuro do país como a Educação, o debate e a troca de argumentos entre os atores chegue a um ponto em que ninguém sabe quem está a mentir e quem não está. Esse é o ponto da degradação total da relação entre os responsáveis do setor, é o grau zero da discussão. Quando um ministro que supostamente deve tratar da comunicação política do Governo atira para o ar uma acusação que a seguir não consegue provar, como fez Poiares Maduro a propósito de uma alegada proposta para pacificar as hostes com uma nova data para a realização de exames, está tudo dito quanto ao tipo de comando deste Governo. Claro: sindicalistas experientes como Mário Nogueira apanham a deixa e sugam-lhe todo o sangue, numa demonstração evidente de que em tempo de guerra não se limpam armas.

Segundo ponto: enquanto a escola pública for centralmente dirigida, num sistema que castra a livre escolha da família, nada disto se resolverá. Também aqui a proximidade e a responsabilidade são trunfos para alterar esse maldito sistema.» [JN]
   
Autor:
 
Paulo ferreira.
   
     
 É óbvio!
   
«O exame nacional de Português do Ensino Secundário, ontem realizado em dia de greve de professores, deve ser anulado de forma a permitir que todos os alunos possam fazer a prova em igualdade de circunstâncias. Em causa está, defende Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, a vantagem dos alunos do ensino privado sobre os do público, as desigualdades entre os cerca de 52 mil alunos que fizeram a prova e a tranquilidade dos 22 500 estudantes que a vão fazer no dia 2 de julho. O Ministério da Educação não comenta.

"Se o Ministério não anular este exame de Português, deveria permitir que todos fizessem a prova no dia 2", afirmou Manuel Pereira ao CM, explicando: "Alunos do privado e do público concorrem pelas mesmas vagas no Ensino Superior. Os do público viveram dias de incerteza, enquanto os do privado souberam sempre que o exame ia ser realizado. Dentro dos alunos do público, uns fizeram o exame com normalidade, outros com barulho e com invasões de sala. Já para não falar nos que não fizeram a prova por falta de professores. Não há igualdade."» [CM]
   
Parecer:
 
Uns estudaram e fizeram tranquilamente o exame, os outros foram joguetes de um ministro muito empenhado em que fizessem os exames a qualquer custo, mas pouco preocupado com a ansiedade provocada e com as condições em que o iam fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
      
 Passos convencido de que aguenta até ao fim da legislatura
   
«O Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros extraordinário no próximo sábado, dia 22. A ideia é assinalar os dois anos da posse do Executivo, com uma agenda que aponte para o cumprimento da legislatura.

Aos vários gabinetes ministeriais foi pedida uma listagem da iniciativas legislativas e políticas a apresentar até ao final do presente ano e até ao fim da legislatura. Paulo Portas deverá fechar o guião para a reforma do Estado.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Então não aguenta?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Nem tudo está bem na saúde
   
«A crise está a dificultar o acesso aos cuidados de saúde e a tornar os portugueses mais doentes, aumentando ainda os casos de depressão e as tentativas de suicídio, alerta o Observatório Português do Sistema de Saúde (OPSS), que critica a falta de estratégia do Governo para minimizar os efeitos da conjuntura económica.

No Relatório da Primavera, hoje divulgado, o OPSS frisa que o Ministério da Saúde fez cortes superiores em 150 milhões de euros face ao exigido pela troika, que estão a ter um impacto direto no acesso aos cuidados e no estado de saúde dos portugueses.

O documento cita um questionário realizado este ano pela Escola Nacional de Saúde Pública a cerca de 1200 idosos da Área Metropolitana de Lisboa, que revela que 30% já "deixaram de utilizar alguns recursos de saúde", nomeadamente medicação ou consultas, por não poderem comportar o seu custo.» [Expresso]
   
Parecer:
 
A imagem de Paulo Macedo a andar para trás.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver como Macedo se safa com a golpada contra o Estado que está a ser preparada pelo doido.»
   
 Camaleão Barroso
   
«Durão Barroso continua a ser alvo de forte contestação, mesmo depois de, numa conversa a sós, na Irlanda, o responsável português ter explicado ao presidente francês François Hollande que as suas críticas aos "reaccionários", que defendem a excepção cultural europeia nas negociações comerciais da União Europeia com os Estados Unidos, "foram mal transcritas pelo jornal" Herald Tribune, assegurando que não visavam a França.

Em França, Durão Barroso tem sido muito criticado em debates televisivos e artigos na imprensa sobre o assunto. É o caso do editorial de hoje do jornal Le Monde, com o título ‘Sr. Barroso, você nem é leal nem respeitador!’.

"Hoje, aos 57 anos, este camaleão procura um futuro. À procura de um belo posto na NATO ou na ONU - quem sabe? - ele escolheu lisonjear os seus parceiros anglo-saxónicos, o primeiro-ministro britânico e o Presidente americano. À cabeça da Comissão, o Sr. Barroso foi um bom reflexo da Europa: uma década de regressão".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Haja alguém que o desmascare!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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Terça-feira, Junho 18, 2013

Jumento do Dia

  
Marcelo Rebelo de Sousa

Já seria lamentável que um professor em vez de ser solidário com os seus colegas que vão despedir, o seja contra um ministro em Estado de loucura que não sabe como superar os maus resultados da sua política. Mas o pouco solidário professor vai mais longe, dá um pontapé no traseiro dos valores da pedagogia e diz que foi uma vitória para os alunos terem feito o exame.
 
É de ir aos vómitos ver um professore muito pouco preocupado com as condições em que os estudantes fizeram os exames, depois de passarem muitos dias na incerteza e de na própria véspera ainda não se saber se o exame seria adiado, foram para as escolas sem saber se fariam exame e os que fizeram ainda viveram a tensão provocada pelo ruído dos colegas que não puderam fazer.
 
É triste ver um professor mais preocupados em encontrar meia vitória para o ministro do governo do seu partido usando mais uma vez os alunos para o fazer, usa-os atribuindo-lhes a vitória para não ficar com o dioso de a atribuir ao governo.

«"Foi objetivamente uma vitória dos direitos dos estudantes, uma vez que a maioria esmagadora conseguiu fazer exames", disse o também professor catedrático.

Contudo, Marcelo Rebelo de Sousa lamentou que "quem ler os jornais de hoje e tiver visto as televisões de ontem (segunda-feira) achará que foi exatamente o contrário".

O comentador político falava durante um almoço-conferência, organizado pelo American Club of Lisbon e onde profer» [DN]

Austeridade + incompetência + teimosia+ódio

A austeridade enquanto síntese de um conjunto de medidas de política económica de natureza restritiva pode merecer a discordância de muitos mas é admissível. É mais do que óbvio que um país com uma dívida soberana superior a 120% do PIB dificilmente estará em condições de adoptar políticas expansionistas, as exportações estão condicionadas pelo exterior, a procura interna tende a traduzir-se num aumento das importações.

Já aqui se defendeu, ainda antes desta crise, que a economia portuguesa tem problemas graves a enfrentar no curto prazo para os quais só tem soluções a médio e longo prazo. O problema é que os problemas de curto prazo têm impacto nas eleições enquanto as soluções se situam num horizonte temporal que vai para além de uma legislatura. Isto significa que com Cavacos e outros que por aí andam, gente mais preocupada com o bem-estar dos seus e com a sua imagem do que com o país, dificilmente o nosso sistema político tem soluções.

O grande problema deste governo não está apenas na cegueira ideológica que o leva a adoptar a austeridade pela austeridade e que perante um desastre provocado pelo excesso de austeridade tem como única solução mais austeridade. Além da cegueira ideológica de um primeiro-ministro sem preparação e dimensão política e da duvidosa competência técnica do seu ministro das Finanças sofre ainda de um problema grave de teimosia.

Passos Coelho nunca admitirá um erro e o ministro das Finanças levará o país ao colapso na tentativa de encobrir os seus erros com o recurso a mais austeridade. Vai despedir milhares de funcionários públicos para compensar os seus erros, depois vai despedir mais gente, a seguir vai fechar hospitais, se ninguém o parar vai destruir o Estado, a economia, o país.

Este governo é incompetente, não sabe o que está fazendo e dois anos depois de uma política brutal vem um ministro das Finanças admitir que cometeu um erro, fez tudo bem mas ao contrário. Não está incomodado com a perda de quadros que fogem do país, não está incomodado com a destruição de sectores económicos, não se preocupa muito com a dimensão do desemprego, apenas acha que devia ter começado por despedir funcionários. 

Portugal começa a deixar de ser um problema económico de dimensão nacional para ser um problema pessoal de natureza psiquiátrica, esta combinação entre austeridade brutal, teimosia e incompetência tem tratamento do foro da psiquiatria, estamos perante loucura, insanidade mental. Este governo é cada vez menos um governo da República para ser um gestor dos ódios pessoais de Passos Coelho e de Vítor Gaspar, tudo o que cheire a Sócrates ou a alguém que tenha incomodado Passos Coelho é para destruir, todos os funcionários ou quem quer que seja que tenha enfrentado Vítor Gaspar enfrenta inevitavelmente a sua vingança. Este governo não actua segundo um projecto ou segundo um programa, actua segundo impulsos e a maior parte desses impulsos são motivados por ódios pessoais de quem manda,

Umas no carvo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor da Quinta das Conchas, Lisboa
   

 Afinal havia outro
 
Esta coisa de o Sousa Tavares andar a embirrar com Cavaco Silva dá para que nem reparemos noutros artistas de circo que por aí andam. Ao pé de Paulo portas qualquer palhaço não passa de um aprendiz numa escola de circo, o submarinista para além dos seus dotes subaquáticos, por todos reconhecido, consegue ser um artista de circo completo, daqueles que correm para a barraca para que o ilusionista dê lugar ao malabarista, este seja transformado em trapezista para no fim nos rirmos do palhaço.
  
Já vimos o ilusionista inventar o recuo do governo chegando-se a ver uma crise política, o trapezista num dia aprova um OE em reunião do Conselho de Ministros e no dia seguinte diz que vai dizer o que pensa do mesmo orçamento que ele próprio aprovou. Agora, vamos ter  a oportunidade de ver o Portas armado em palhaço, quando explicar a reforma do Estado muito depois de o Gaspar já ter decidido quantos funcionários vão ser despedidos.
  
Em matéria de palhaços este Paulo Portas faz-nos lembrar uma conhecida canção pimba de Mónica Sintra "afinal havia outra", neste caso poder-se-á dizer que "afinal havia outro".

 Emigrantes ou refugiados
 
Com o governo que temos quem abandona o país não emigra, foge. Já faltou mais para que sejam considerados refugiados.
  

  
 A greve aos exames
   
«Mesmo entre alguns professores e dentro do tradicional eleitorado da esquerda, a convocação da greve para o dia dos exames causou, se não oposição imediata, mixed feelings. Talvez por isto António José Seguro se tenha recusado sempre a responder directamente quando foi interrogado sobre o facto da greve ter sido marcada para o dia dos exames, e talvez também por isto o governo tenha pensado que conseguiria vencer o braço-de- -ferro, levando os professores a desistirem ou, em alternativa, a serem enxovalhados perante o tumulto da opinião pública. Assim, o governo "ganhava" - e o governo precisa de ganhar alguma coisa, porque está a perder tudo.

O ministro Nuno Crato sobrevalorizou a dimensão do "ódio popular" que iria encurralar os professores grevistas. É claro que até socialistas podem - como o fez Francisco Assis, uma alegada esperança do PS - considerar "ignóbil a convocação de uma greve de professores para o primeiro dia de exames nacionais", comparando-a aos "médicos que decidissem fazer greves às urgências hospitalares. Incompreensível, indigno, inaceitável". Mas, ao contrário das expectativas do governo, a maioria da população não ficou em estado de choque com os professores. Revê-se neles, partilha com a classe docente uma acelerada perda de estatuto e a iminência do desemprego. Tal como outros estratos sócio-profissionais - nomeadamente os restantes funcionários públicos e os pensionistas - foi também escolhida pelo governo para as manobras sacrificiais para credor ver e aplaudir. No caso dos professores, tudo é agravado pela campanha contra a escola pública há anos levada a cabo por iminentes intelectuais em que o ministro Crato se revê. Aliás, dentro do PSD e do CDS existe uma séria e assumida corrente que defende o progressivo fim da escola pública em favor da contratação com os privados. Mas hoje - mais do que há quatro ou cinco anos - os portugueses tomaram consciência de que possuem serviços públicos de excelência na saúde e na educação. E que todo este adquirido (adquirido aos poucos e devagarinho desde 25 de Abril de 1974) corre o risco de implosão em nome do cumprimento das exigências da troika e da agenda do governo português que em muitos aspectos se confunde. De resto, o legislador, quando decidiu o direito à greve, não a restringiu aos feriados e dias santos e definiu serviços mínimos. O anúncio do governo de que vai mudar a lei da greve (para a evitar?) não pode ser levado a sério. É mesmo só um sinal de desespero.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
     
 O Gasparoika já está a organizar o mega despedimento colectivo
   
«O gabinete de Vítor Gaspar pediu a todos os ministérios para elaborarem a lista dos excedentários da função pública até final do mês de Julho, no âmbito do novo sistema de mobilidade especial, segundo o Diário Económico.

"Cada tutela sectorial deve determinar aos respectivos serviços e organismos a elaboração de um plano de reorganização ou de racionalização de efectivos, a apresentar até final de Julho, com indicação de áreas/actividades a abranger, objectivos de redução de pessoal, impacto financeiro, detalhe das fases do processo e calendarização", pode ler-se no documento, citado pelo jornal económico.

A mesma nota acrescenta que “enquanto não for publicado o diploma referente ao novo sistema de requalificação, os serviços devem recorrer às regras do actual sistema de mobilidade especial para elaborarem os planos, uma vez que na primeira fase ambos os processos são compatíveis”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Só resta saber quantos pretendem despedir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Rosalino como prevê requalificar os funcionários.»
      
 Boas novas do ajustamento
   
«A AHRESP- Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal anunciou esta segunda-feira que irá fazer um “derradeiro esforço” para convencer o Governo a repor a taxa de IVA na restauração em 2013, avançando com números que espelham o impacto da decisão tomada em 2011 de subira o imposto para a taxa máxima de 23%.

Diz a AHRESP que “desde o aumento do IVA já foram destruídos 25% dos cerca de 300.000 postos de trabalho do sector, prevendo-se que se chegue aos 40% até o final de 2013”. Ou seja, o sector perdeu 75 mil empregos desde que o IVA aumentou 10 pontos percentuais, estimando a associação que se o imposto se mantiver, a perda de empregos vai atingir 120 mil.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Os restaurantes que aguerdem pelo mega despedimento selvagem no Estado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 O último a fugir que apague a luz
   
«O número de residentes em Portugal voltou a diminuir. Em 2012, existiam 10 487 289 pessoas a viver no nosso País, menos 55 109 que em 2011, o que representa um decréscimo de 0,52 por cento, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).
  
As estimativas de população indicam que em 2012 havia 5 491 592 mulheres e 4 995 697 homens no nosso País.
  
Para além da diminuição do número de pessoas a viver no nosso País, Portugal assiste também a um envelhecimento da população. “Desde 2000 que o número de idosos é superior ao de jovens; em 2012, por cada 100 jovens, residiam em Portugal 131 idosos”, refere o estudo do INE.» [CM]
   
Parecer:
 
E o Gasparoika nunca mais se demite....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Barroso em queda livre
   
«As relações entre Durão Barroso e François Hollande nunca foram boas e hoje caíram mais baixo do que nunca, depois do presidente da Comissão Europeia ter qualificado de "reacionárias" as posições defendidas pela França sobre a exceção cultural nas negociações entre a União Europeia e os Estados Unidos.  

"Não quero acreditar que o presidente da Comissão Europeia tenha tido afirmações sobre a França formuladas desse modo, nem mesmo sobre os artistas que se exprimiram sobre o assunto", disse esta tarde François Hollande.

"O que eu peço ao presidente Barroso é que agora ponha em andamento o mandato que foi definido pelos negociadores ao nível dos Governos", acrescentou o chefe de Estado francês.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Finalmente estão sabendo o que têm em Bruxelas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se e escondam-se os cobertores.»
   
 As sugestões do Ferraz
   
«“Não vemos no curto prazo hipóteses de inverter a tendência de subida do desemprego a não ser através do IDE [Investimento Direto Estrangeiro] com alguma dimensão, pois teria numa segunda fase efeitos muito positivos nas pequenas e médias empresas que gravitariam à sua volta”, disse o economista, em Lisboa.

Ferraz da Costa, que falava à saída de uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, a quem entregou as conclusões do trabalho sobre o “IDE em Portugal – Atrair Capitais para Criar Emprego”, realizado pelo Fórum para a Competitividade, lamentou que “o Governo, em especial, e a Administração Pública, em muitos aspetos, não tem encarado esta tarefa como prioritária”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Pois, os estrangeiros vão investir num país de doidos de onde os trabalhadores estão fugindo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a preciosa opinião ao Ferraz, sem ele o país seria uma desgraça.»
   
 Ainda por cima
   
«Algumas dessas questões encontram-se logo no primeiro grupo (texto A), em que surge um texto de Ricardo Reis, disse à agência Lusa a presidente da APP, Edviges Antunes Ferreira.

“Tem quatro questões e duas delas podiam ser mais objetivas”, afirmou.

A professora frisou que o poema só por si é subjetivo e a forma como as questões estão formuladas poderá levar a várias interpretações.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O ministro andou tão preocupado com a greve que não prestou atenção ao teste.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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